III VIRTUOSI SÉCULO XXI (24 a 27/10)

CORREIOS apresentam o III VIRTUOSI SÉCULO XXI que acontece nos dias 24, 25, 26 e 27 de outubro no Recife. Com patrocínio dos CORREIOS e BNDES através da Lei Rouanet, o evento ocorre no Insituto JCPM e no Teatro Eva Herz, localizado na Livraria Cultura do Shopping RioMar. O festival conta ainda com o apoio da Prefeitura do Recife, CEPE, IJCPM, Livraria Cultura e Folha de Pernambuco.

O Virtuosi Século XXI é um festival de música contemporânea, que tem em sua terceira edição a direção artística do maestro Rafael Garcia, coordenadoria de Ana Lúcia Altino e curadoria do compositor paraibano Marcílio Onofre. O evento planeja ser um dos que possuem grande destaque no país neste ano, pois vem trazendo alguns dos maiores nomes da música contemporânea no cenário internacional.

Chaya Czernowin

Neste ano, o festival homenageia a compositora Marisa Rezende e traz agrandes compositoras brasileiras e estrangeiras. A compositora Chaya Czernowin (Israel/EUA) vai ministrar duas oficinas de composição além de duas masterclasses para os jovens autores que tiverem obras selecionadas para trabalharem em aulas individuais com os convidados.

Outras importantes compositoras com atuação no Brasil e no exterior também participarão como palestrantes do Festival. São elas: Jocy de Oliveira (SP), Vania Dantas Leite (RJ), Ilza Nogueira (PB), Heather Dea Jennings (EUA/RN) e naturalmente Marisa Rezende (RJ).

Marisa Rezende

Premissa – O festival visa valorizar e estimular a produção, divulgação e o registro da música expressa em uma linguagem contemporânea, especialmente aquela escrita por compositores brasileiros. A ideia é a de abrir caminho para que mais pessoas travem os primeiros contatos com uma variada gama de linguagens musicais e processos composicionais, próprios da música deste período. O Virtuosi Século XXI ainda pretende promover um intercâmbio entre artistas locais e de outras regiões do país promovendo a atualização quanto às linguagens musicais contemporâneas.

A programação do evento está dividida em três segmentos: Mostra de música contemporânea; Série de Encontros entre compositores e comunidade em geral e Masterclasses. A mostra de música contemporânea compreende três concertos com a participação do duo formado pela flautista norte-americana residente na Alemanha Camilla Hoitenga e o pianista estoniano Taavi Kerikmäe; o Grupo Camará da Universidade Federal da Bahia, a Pocket Ópera “SOLO” de Jocy de Oliveira com participação da soprano e atriz Gabriela Geluda e o The Penderecki String Quartet.

Os concertos serão realizados nos dias 24, 25 e 26 de outubro sempre às 19h30, com exceção do domingo 26 que também terá um concerto às 17h, com entrada franca no Teatro Eva Herz. Na programação dos concertos serão apresentadas obras dos compositores presentes no evento assim como de vários outros compositores. No dia 25, às 19h será o lançamento do livro de Jocy de Oliveira “Diálogo com Cartas”.

Jocy de Oliveira

A série de encontros entre compositores e comunidade em geral acontece de 9h30 às 12h20 e das 14h às 15h20 no Teatro Eva Herz. Esses encontros visam exposições e debates sobre o pensamento musical no Século XXI e sobre os vários aspectos da música atual, incluindo sua criação, interpretação e percepção. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site www.virtuosi.com.br a partir do dia 1º de outubro.

A participação nas palestras e nas oficinas é gratuita. No entanto, será necessário fazer inscrição para as mesmas através do site virtuosi.com.br considerando que haverá aproximadamente 70 lugares disponíveis em cada oficina/palestra. No caso específico das oficinas de composição, seis dos participantes poderão apresentar uma peça, cada, para ser discutida com o ministrante, de acordo com os critérios explicados no site.

Convidados – A mostra de música traz o Duo Hoitenga & Kerikmäe, formado por Camila Hoitenga e Taavi Kerikmãe. Camilla Hoitenga, natural dos Estados Unidos, se apresenta em palcos de todo o mundo, tocando não só a flauta em dó, mas também a flauta alto, baixo, piccolo e outras variedades de seu instrumento. Seu repertório vai de pré-Bach a pós-Stockhausen, de concertos de música para flauta solo a projetos interdisciplinares.

Taavi Kerikmäe nasceu em Tartu (Estonia). Depois de se formar na Academia de Música e Teatro da Estonia em piano clássico, estudou música contemporânea no Conservatório Superior de Lyon. Atualmente trabalha como professor de música experimental e improvisação na Academia de Música estoniana. É curador do festival IMPROTEST e já se apresentou como pianista em vários festivais de música contemporânea: “Les Musiques” em Marselha, Pierre Boulez em St. Etienne e tem trabalhado em conjunto com compositores como Pierre Boulez, Gilbert Amy e Sylvano Bussotti, entre outros.

O Grupo Camará é o Conjunto de Câmara da UFBA, que se dedica à estreia e gravação de obras de compositores brasileiros de música de concerto contemporânea. O grupo conta com a colaboração de mais de uma dúzia de músicos em sua formação, todos ligados à Escola de Música da UFBA. Até o início de 2012, apenas alguns meses após a sua fundação, cerca de quinze compositores tiveram obras encomendadas pelo conjunto, que estreou em dezembro de 2011.

O foco do Camará é na música de concerto contemporânea feita por compositores brasileiros e especialmente baianos, pois ela representa um ponto de partida crítico, instigante e sedutor para o ingresso nesse rico universo musical. Afinal, tratam-se de obras atuais, ligadas aos nossos dias e sobretudo aos movimentos culturais que nos cercam, em diálogo íntimo com toda aquela já conhecida – mas nem sempre bem apresentada, apreciada ou consumida – tradição da “música clássica.”

“SOLO” é uma “pocket opera” concebida por cenas inéditas com a soprano/atriz Gabriela Geluda ao vivo e em video e numa releitura de segmentos das operas multimidias de Jocy de Oliveira. O espetáculo conta ainda com a participação do oboista Ricardo Rodrigues. Sem uma estrutura narrativa linear, o roteiro de “SOLO” permeia personagens míticas (La Loba, Medea, A Diva) recriando o imaginário feminino e construindo através de imagens e mitos um espetáculo plástico e sonoro onde o figurino se torna um objeto, o objeto se torna matéria sonora, o instrumento musical é as vezes desmistificado, e a espacialização do som envolve o ouvinte espectador.

Algumas peças têm como ponto de partida melodias renascentistas e medievais reconstruídas numa abordagem contemporânea em busca de um universo atemporal. Assim, peças submersas voltam à tona para construírem e desconstruírem novas peças. Em “Solo”, magia e realidade, o lúdico e o dramático, presente e futuro se mesclam em busca de uma metalinguagem que aguça os sentidos e toca a sensibilidade. Vídeos como cenários virtuais compõem as cenas trazendo num deles a presença marcante de Fernanda Montenegro que interpreta numa gravação única a personagem de uma “Diva”.

O ouvinte é induzido a deixar fluir estes momentos sonoros e visuais instigantes à imaginação de cada um. As linguagens musical e cênica provocam estranheza e pontuam o sentido atemporal e multicultural dos mitos que trazem à tona os valores do feminino. O oboé, instrumento raro no repertório solo contemporâneo executa “Raga”, uma peça baseada em diferentes ritmos indianos , “talas” e explorando uma noção ampliada do sentido de tempo.

The Penderecki String Quartet

Aproximando-se da terceira década de uma carreira extraordinária, The Penderecki String Quartet tornou-se um dos grupos de câmara mais célebres de sua geração. Os quatro músicos da Polônia, Canadá e EUA carregam em sua bagagem uma experiência única para criar performances que demonstram sua notável gama de excelência técnica. Sua programação recente incluiu concertos em Nova Iorque, Amsterdam, Paris, Praga, Roma e aparições em festivais internacionais na Polonia, Lituânia, Venezuela, Brasil e China.

O quarteto realiza uma ampla gama de repertório de Haydn a Zappa, tendo ainda apresentado pela primeira vez mais de 100 novas obras até hoje. Descrito pela Fanfare Magazine como “um conjunto de formidável poder e sensibilidade musical aguçada”, a discografia diversa do quarteto inclui a música de câmara de Brahms e Shostakovich e seu ciclo de Bartok lançado recentemente.

III VIRTUOSI SÉCULO XXI
Dias 24, 25, 26 e 27 de outubro de 2014
Entrada Franca
Informações: 3363 0138

II VIRTUOSI SÉCULO XXI: Compositores convidados

Johannes Waalter

CASPAR JOHANNES WALTER nasceu em Frankfurt / Main em 1964. Estudou composição com VD Kirchner (Wiesbaden), bem como com J. Fritsch e C. Barlow (Conservatório de Música de Colônia, 1985-1990). Em 1985, ele foi co-fundador da Thürmchen Verlag (Editora) em Colônia. Ele recebeu vários prêmios importantes, incluindo o primeiro prêmio no Concurso de Composição Stuttgart (1991), o Prêmio Irino para Orquestra (Japão, 1992), o primeiro prêmio na competição Viena Moderna – 1995, o Prêmio Hindemith do Festival de Schleswig-Holstein e do estado da Renânia do Norte-Vestfália o prêmio do mais promissor na categoria música. Em 1988, ele foi premiado na mesma categoria pela cidade de Colônia. Ele recebeu uma bolsa de estudos em 1995/96 para o Künstlerhof Schreyahn (Artistas de Colônia ), Lower Saxony, e em 1998 foi concedida uma bolsa de estudos para realizar o seu trabalho na Villa Massimo, em Roma. Ele representou a nova geração de músicos de Colonia em projetos de intercâmbio patrocinados pelo Goethe Institut, em Nova York (1989) e Atlanta (1993). Suas peças foram selecionadas para o Dia Mundial da Música em Estocolmo em 1994, em Copenhague, em 1996. Um CD com obras de música de câmara lançado pelo Conselho Alemão de Música pelo selo Wergo, recebeu o Prêmio da Crítica Alemã em 1998. Seu interesse como intérprete – é violoncelista do Thürmchen Ensemble – está focado principalmente em jovens compositores das áreas de música experimental e teatro musical. As obras de Johannes Caspar Walter são executadas regularmente, não só na Europa, mas também com muito sucesso nos EUA e no Japão, com estreias mundiais em Atlanta e Tóquio.

Gervasoni

STEFANO GERVASONI nasceu em Bergamo, em 1962. Iniciou seu estudo de composição com Luigi Nono: este encontro, bem como aqueles com Brian Ferneyhough, Peter Eötvös e Helmut Lachenmann, foram decisivos para a sua carreira. Depois de frequentar o Conservatório Giuseppe Verdi em Milão, Gervasoni completou seus estudos na Hungria com György Ligeti e depois em Paris, onde, em 1992, seguiu o curso de Composição e Música Computadorizada organizado pelo Ircam. Os três primeiros anos de sua estada na França forneceu as bases para uma carreira internacional que o levou a ser “pensionnaire” na Villa Medici 1995-1996. Tornou-se um dos mais importantes compositores italianos na cena contemporânea e recebeu comissões do Ensemble Intercontemporain, da WDR, o SWF, Orquestra Sinfonica Nazionale della RAI, Festival d’ Automne, Radio França, IRCAM, a Casa da Música, Festival Archipel, o MaerzMusik, Ars Musica e no Suntory Hall. Suas composições foram publicadas pela Ricordi e desde 2000, por Edizioni Suvini Zerboni – Sugarmusic SpA. Um CD monográfico intitulado ANTITERRA com Um, Animato, Antiterra, Bee Menos, Godspell e Epicadenza, foi lançado recentemente na França com o selo Aeon e apresenta um mundo musical de grande riqueza, sutileza e refinamento, tanto expressivo e introspectivo , que imediatamente capta a nossa atenção (Philippe ALBERA).
Seu trabalho já ganhou inúmeros prêmios, entre eles da Fondation des Treilles e do DAAD. Participou do Forum de Jovens Compositores em Colônia, do Seminário Klangforum e lecionou nos cursos de verão de Darmstadt, na Fondation Royaumont, na Universidade Toho, no Festival Internacional de Campos do Jordão, no Shangai Conservatory, na Universidade Columbia e na Universidade de Harvard. Ensina composição no Conservatório Nacional Superior de Música e de Dança de Paris e foi compositor residente no Centro de Arte Contemporânea do Domaine de Kerguéhennec.